São Paulo e BYD querem o MorumBYD mas negócio depende de novo diretor
Segundo apuração do Bolavip Brasil, clube precisa contratar substituto de Eduardo Toni antes de retomar conversas; montadora chinesa também prefere esperar o segundo semestre O MorumBYD pode acontecer, mas o negócio aind...
O MorumBYD pode acontecer, mas o negócio ainda depende de peças que precisam se encaixar antes de qualquer avanço concreto. Segundo apuração do Bolavip Brasil, o São Paulo precisa primeiro contratar um novo diretor de marketing, cargo vago desde a saída de Eduardo Toni há cerca de dez dias, para então retomar as conversas com a BYD de forma estruturada. Do lado da montadora chinesa, a preferência também é aguardar o segundo semestre para dar uma resposta definitiva sobre o projeto.
Apesar das condicionantes, o clima entre as partes é positivo. Existe otimismo dos dois lados para que o negócio se concretize, e as conversas não foram encerradas com a saída de Toni. A aproximação entre São Paulo e BYD ganhou força ainda na gestão Julio Casares, que tem relação próxima com o vice-presidente da montadora no Brasil, Alexandre Baldy, e ambos chegaram a almoçar juntos para discutir o projeto. Mesmo após a renúncia de Casares, as partes reaproximaram e requentaram as tratativas.
O contrato atual com a Mondelez vai até dezembro de 2026 e rende cerca de R$ 25 milhões anuais ao clube. A renovação com o patrocinador atual esfriou nos últimos meses, impactada pelo aumento do preço do cacau e pela crescente concorrência das casas de apostas no futebol brasileiro. Internamente, diversas fontes já admitem que a extensão com a Mondelez é improvável.
R$ 600 milhões e uma janela que fecha em dezembro
O São Paulo trabalha com uma proposta inicial de R$ 60 milhões anuais por um contrato de dez anos, o que totalizaria R$ 600 milhões em naming rights para o Morumbi. O valor triplicaria a receita atual com o patrocínio do estádio e representaria um dos maiores acordos comerciais da história do futebol brasileiro.
A chegada de um novo diretor de marketing é vista como condição essencial para que as negociações ganhem forma e profissionalismo. Sem o responsável pela área, o clube não quer avançar em conversas de tamanha relevância financeira e institucional.

A BYD, por sua vez, prefere organizar internamente sua resposta para o segundo semestre, num alinhamento de calendário que coincide com a janela que o São Paulo também precisará para ter o novo executivo no cargo e em condições de liderar o processo.
Otimismo sustenta negócio que pode mudar o clube

O fato de os dois lados manterem o otimismo mesmo com a saída do principal articulador do negócio é um sinal positivo para o desfecho. O MorumBYD não está morto, apenas aguarda o momento certo para ser oficializado.
Para o São Paulo, fechar esse acordo seria transformador: triplicar a receita com naming rights numa única negociação daria fôlego financeiro para os próximos anos e consolidaria a marca do estádio como uma das mais valiosas do futebol nacional.